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UE reforça pressão a Varsóvia

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UE reforça pressão a Varsóvia

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A polémica lei do Holocausto entrou em vigor na Polónia, no mesmo dia em que a União Europeia reforçou a pressão sobre o governo de Varsóvia.

Reunidos no Parlamento em Bruxelas, os legisladores europeus aprovaram esta quinta-feira, por larga maioria, uma resolução não vinculante que apoia a posição dura da Comissão Europeia face à Polónia.

Bruxelas acusa o partido Lei e Justiça no poder de atentar contra o Estado de Direito através de reformas controversas no sistema judicial e nos media do Estado e ameaça com suspender o direito de voto da Polónia, se Varsóvia não fizer concessões até 20 de março. As medidas punitivas poderão significar também um corte nos fundos europeus atribuídos ao país.

Contestado nas ruas, o governo polaco defende as reformas, tal como defende a polémica lei que azedou relações com Israel e os Estados Unidos.

Uma delegação polaca deslocou-se a Jerusalém para tentar amenizar a crise.

Esta quarta-feira, o primeiro-ministro polaco afirmou que o país quer "um diálogo real e construtivo com Israel, que tome em consideração as sensibilidades tanto de polacos como israelitas. Este será o início de uma tentativa para encontrar uma solução para uma situação que não foi corretamente interpretada por algumas pessoas".

A lei que entrou esta quinta-feira em vigor proíbe falar em "campos de concentração polacos" e pune com penas de até três anos de prisão os que acusarem a nação ou Estado polaco de colaborar nos crimes nazis.