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Indecisos agitam as eleições em Itália

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De  João Paulo Godinho
Indecisos agitam as eleições em Itália

Do Altar da Pátria, em Roma, a estátua de Vítor Emanuel II, o primeiro rei após a unificação de Itália, contempla um país mais dividido do que nunca para as eleições legislativas deste domingo.

As últimas sondagens de fevereiro mostraram um eleitorado ainda muito indeciso e incapaz de apontar uma maioria clara para o futuro, com os estudos a indicarem entre 30 a 40 por cento de eleitores sem uma tendência de voto já definida.

Com a imigração, a segurança e a economia a marcarem a campanha eleitoral, a governação de Itália  deve passar pelo Partido Democrata, de Matteo Renzi, a coligação de centro-direita proposta por Silvio Berlusconi e Matteo Salvini, ou o Movimento 5 Estrelas, liderado por Luigi di Maio.

No último dia de campanha, a Liga, de Matteo Salvini, que faz parte da coligação de centro-direita, esteve em Milão. Salvini sonha com a ideia de ser primeiro ministro, mas tal só será possível se a Liga tiver mais votos que a Forza Itália de Silvio Berlusconi. 

Entretanto, Berlusconi anunciou Antonio Tajani, presidente do Parlamento Europeu, como o seu 'trunfo' para liderar o governo, face à impossibilidade legal de desempenhar cargos públicos até 2019.

Já o Movimento Cinco Estrelas passou pela capital Roma para captar os últimos votos. Da formação partidária criada apenas em 2009 pelo humorista Beppe Grillo pode chegar o primeiro ministro mais jovem de sempre de Itália: Luigi di Maio, de apenas 31 anos.

Por fim, o Partido Democrata foi a Florença esta sexta-feira para inverter as previsões das derradeiras sondagens conhecidas, que antecipavam o terceiro lugar das preferências do eleitorado.

Na sua terra natal, Matteo Renzi tenta regressar ao cargo de primeiro-ministro, que desempenhou entre 2014 e 2016, e manter o centro-esquerda no poder por mais cinco anos.