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Donald Trump saúda aproximação de Kim Jong-un... mas à cautela

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Donald Trump saúda aproximação de Kim Jong-un... mas à cautela

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REUTERS/Damir Sagolj/ Leah Millis
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O presidente dos Estados unidos saudou os "possíveis progressos" na eventual desnuclearização da Coreia do Norte, mas alerta que a suspensão dos ensaios nucleares norte-coreanos, anunciados pela vizinha do sul, pode não passar de uma falsa esperança.

Donald Trump considera "muito positivo" o agendamento para abril de uma cimeira entre os líderes de ambas as Coreias. No entanto, o líder da Casa Branca mantém-se à cautela, na expectativa de ver ações concretas por parte de Pyongyang, mais do que ouvir palavras.

"Penso que as declarações feitas pela Coreia do Sul e a Coreia do Norte têm sido muito positivas. Este tem sido um caminho longo, pelo menos em termos retóricos, com a Coreia do Norte. Seria muito bom para o mundo, para a Coreia do Norte e para a península coreana [a desnuclearização]. Vamos ver como evolui", afirmou Trump durante uma receção ao primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven.

Ainda esta semana, é esperado em Washington Chung Eui-yong, o chefe da Segurança Nacional sul-coreana, para informar os responsáveis da Administração Trump sobre os resultados do recente encontro com Kim Jong-un em Pyongyang.

O líder da Coreia do Norte reuniu-se segunda-feira com representantes sul-coreanos em Pyongyang.

Além de abrir a porta à primeira cimeira com o presidente da Coreia do Sul e admitir rever o respetivo programa nuclear, Kim Jong-un terá revelado também abertura para falar com os Estados Unidos, garantiram os responsáveis sul-coreanos.

Pelo Twitter, Trump admitiu que "pela primeira vez, em muitos anos, está a ser feito um esforço sério por todas as partes", mas também avisou: "O mundo está alerta e à espera. Pode ser uma falsa esperança, mas os Estados Unidos estão prontos para ir com tudo em qualquer direção!"

Alguns responsáveis na Administração norte-americana receiam que esta seja apenas uma tentativa da Coreia do Norte ganhar tempo perante o iminente agravamento das sanções sobre o país devido ao alegado programa nuclear seguido nos últimos meses.

"Penso que eles estão a ser sinceros. Penso que estão a ser sinceros também por causa das sanções e pelo que nós estamos a fazer a respeito da Coreia do Norte, incluindo a grande ajuda que tivemos da China", acrescentou Trump, na referida reaçao ao lado do chefe do Governo sueco.