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Taxistas belgas protestam contra projeto que "favorece" Uber

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Taxistas belgas protestam contra projeto que "favorece" Uber

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Cerca de 650 táxis quase paralisaram Bruxelas, terça-feira, em protesto contra um projeto para conceder licenças de serviço privado de transporte a indivíduos e não apenas a empresas ou cooperativas. A Federação Belga de Táxis considera que favorece plataformas como o Uber e precariza os assalariados de empresas de táxi.

"Nos últimos três anos, o salário diminuiu entre 30 a 40 por cento. Não conseguimos pagar os impostos e a renda da casa"

Motorista de táxi Bruxelas

Afetado pelo caos no trânsito, um residente queixou-se que "não é normal, não é justo para nós que também trabalhamos e que temos de nos deslocar. Hoje fui forçado a não trabalhar por causa disto ".

Os taxistas queixam-se de falta de diálogo com o executivo que administra a região metropolitana de Bruxelas, uma das mais caóticas em termos de trânsito na União Europeia.

"Nos últimos três anos, o salário diminuiu entre 30 a 40 por cento. Não conseguimos pagar os impostos e a renda da casa", queixou-se um dos motoristas de táxi à euronews.

A sucursal da Uber para a Bélgica diz que o projeto vai dar mais oferta aos utentes.

Um dos entrevistados pela euronews defende este serviço contratado pela Internet "porque oferece um serviço melhor do que o táxi, no sentido de que nos dá maior confiança, porque sabemos mais sobre quem nos transporta, muitas vezes é mais barato e podemos seguir a rota online".

Perante as críticas dos taxistas de que o Uber tem menos custos e paga menos impostos, a sucursal na Bélgica argumenta que tem de pagar licenças e dar formação.

Um dos motoristas Uber explica, ainda, que "cada corrida que fazemos para o Uber ou para uma plataforma similar fica registada porque é paga com cartão de crédito. O Estado fica a saber, realmente, quanto ganhamos num ano, o que não acontece sempre com os táxis".

Cerca de 70 por cento dos 1100 motoristas de táxi são assalariados e a Federação Belga de Táxis diz que o projeto vai conduzir à precarização sócio-económica destes profissionais.