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Caso Skripal: Lavrov insinua que Londres poderia ser responsável

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Caso Skripal: Lavrov insinua que Londres poderia ser responsável

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O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, disse durante uma conferência de imprensa, que o chamado "Caso Skripal" poderia ser da responsabilidade dos serviços secretos britânicos.

Lavrov disse que Londres tem várias razões para distrair a opinião pública e criar casos como este, nomeadamente o que definiu como o falhanço das negociações da saída do Reino Unido da União Europeia enquanto Estado membro ou Brexit.

O ministro russo dos Negócios estrangeiros mencionou a existência de um "crescente número de peritos" que defendiam a sua posição, rejeitando as acusações do Governo de Theresa May:

"Há outras explicações para o que aconteceu. E há mais do que um perito a falar sobre isso.

Há quem diga que a situação pode ser benéfica para os serviços secretos britânicos, conhecidos por atuar com licença para matar", explicou.

"E pode ser uma situação benéfica para o Governo britânico, já que passam por um mau bocado, ao não conseguirem manter promessas relacionadas com as condições do Brexit", continou Lavrov.

O ministro criticou ainda o facto de Londres não permitir que representantes do Governo Federal russo contactem a filha do antigo agente russo, condenado por traição, Yulia Skripal e insistiu na vontade em levar a cabo uma investigação conjunta com as autoridades britânicas.

Disse ainda que a atual crise diplomática é pior do que os tempos da Guerra Fria:

"Muitos falam desta situação como sendo pior do que acontecia na guerra fria, porque, na altura, havia regras, procedimentos que eram seguidos."

O Caso Skripal

O ministro Lavrov falava durante um conferência de imprensa conjunta com o homólogo do Bangladesh, na capital russa. Respondia a questões relacionadas com a chamada crise diplomática que opõe Moscovo ao Reino Unido, Bruxelas e aos Estados Unidos.

Londres acusou Moscovo de responsabilidade no envenenamento de Sergei Skripal e da filha, Yulia Skripal.

Sergey Skripal, de 66 anos, foi envenenado com um agente neurotóxico, juntamente com a filha, Yulia Skripal, de 33 anos, dia quatro de março, na localidade inglesa de Salisbury.

Ambos foram encontrados, inconscientes, perto de um conhecido centro comercial. Londres acusou Moscovo de responsabilidade no ataque, que diz ter sido levado a cabo com gás Novitchok, de uso militar e criado na Era soviética.

Com a solidariedade da União Europeia, Estados Unidos Canadá e Austrália, deu-se depois início à maior crise diplomática entre a Federação e o Ocidente. Mais de 120 diplomatas russos foram expulsos de embaixadas de todo o mundo e da NATO/OTAN.

Posteriormente, Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO/OTAN, anunciou que a organização decidiu expulsar sete dos diplomatas russos acreditados na Missão Permanente da Federação Russa na Aliança Atlântica.

Mosocovo ripostou e anunciou a expulsão dezenas de diplomatas de mais de 20 países, nomeadamente dos Estados Unidos e do Reino Unido.