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Nem Portugal nem Brasil! Estação espacial chinesa caiu no Pacífico

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Nem Portugal nem Brasil! Estação espacial chinesa caiu no Pacífico

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REUTERS/Jason Lee/Arquivo
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Afinal nem em Portugal nem no Brasil. O antigo laboratório espacial chinês Tiangong-1 reentrou na atmosfera sobre o Pacífico Sul, às 17:16, hora do Pacífico (primeiras horas desta segunda-feira, em Lisboa), e alguns destroços deverão ter caído 100 quilómetros a noroeste do Taiti, na Polinésia Francesa.

A maior parte da nave espacial incendiou-se na reentrada e apenas alguns destroços terão chegado à superfície da Terra, revelaram algumas fontes, com a agência espacial chinesa a acrescentar ser pouco provável que algum pedaço grande tenha atingido o planeta.

O astrofísico Brad Tucker, da Universidade Nacional Australiana, alega que os destroços a chegar ao oceano terão "algumas centenas de quilos", havendo a hipótese de se terem espalhado por uma "área com cerca de 1000 quilómetros quadrados."

"A maior parte dos destroços será tão pequena que nem será possível perceber que se trata de pedaços de lixo espacial. Será apenas lixo ou pedaços de metal que irão afundar-se no oceano. É pouco provável que voltemos a ver algo desta estação espacial", afirmou Brad Tucker à Reuters.

O Tiagong-1 foi lançado há sete anos, tinha pouco mais de dez metros de comprimento, 8,5 toneladas e fazia parte do plano chinês que ambiciona de colocar uma estação espacial permanente em órbita até 2023, um ano antes de expirar o prazo da Estação Espacial Internacional.

A missão do laboratório espacial chinês estava previsto terminar em 2013, altura em que ficou totalmente desocupado, mas manteve-se ativo até 2016. No ano passado, a China lançou um segundo laboratório, o Tiagong-2, cujo objetivo é testar a resistência de um ser humano no espaço a longo termo.