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Ocidente condena e Rússia rejeita ataque químico na Síria

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Ocidente condena e Rússia rejeita ataque químico na Síria

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White Helmets/Handout via REUTERS
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Um "ato bárbaro" que terá uma resposta rápida por parte dos Estados Unidos. Foi desta forma que Donald Trump reagiu ao alegado novo ataque químico do regime sírio no enclave rebelde de Douma, que fez dezenas de mortos, incluíndo crianças.

No ano passado, o presidente norte-americano tinha ordenado o bombardeamento de uma base militar síria, em resposta a um ataque com gás sarin atribuído ao Exército de Bashar al-Assad.

Trump afirmou que os Estados Unidos estão "a estudar de bastante perto a situação" e tomarão "uma decisão importante nas próximas 24/48h". "Se é a Rússia, a Síria, o Irão ou todos juntos, Saberemos as respostas em breve", acrescentou.

França, Alemanha e Reino Unido juntaram-se na rápida condenação do ataque.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que "se for confirmado, é outro exemplo da brutalidade do regime de Assad e do completo desrespeito pelo seu próprio povo, bem como pelas obrigações legais de não usar essas armas. Se forem identificados como os responsáveis, tanto o regime como os seus apoiantes, incluíndo a Rússia, devem prestar contas".

Tanto Damasco como Moscovo desmentem as informações do ataque, não verificadas por fonte independente.

O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov afirmou que "os militares [russos] que trabalham no terreno na Síria avisaram mais do que uma vez que estava a ser planeada uma séria provocação. O governo sírio falou do mesmo, uma provocação destinada a voltar a acusar Damasco do uso de substâncias químicas contra civis".

Na internet, circulam já vídeos, supostamente gravados nas localidades de Atarib e Idlib, de protestos de civis sírios que desafiam o regime para condenar novamente o uso de armas químicas e exigir uma reação forte do Ocidente.