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Arranque da campanha eleitoral em Timor-Leste

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Arranque da campanha eleitoral em Timor-Leste

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Em Timor-Leste, arrancou a campanha para as eleições antecipadas de 12 de maio.

Quatro coligações são candidatas às eleições legislativas, convocadas depois de meses de tensão política, e de onde sairão os 65 deputados da 5ª legislatura.

A Frente de Desenvolvimento Democrático (FDD) integra o Partido de Unidade e Desenvolvimento Democrático (PUDD), a União Democrática Timorense (UDT), a Frente Mudança (FM) e o Partido Desenvolvimento Nacional (PDN).

A Aliança de Mudança para o Progresso (AMP) reúne as três maiores forças da oposição: o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), o Partido Libertação Popular (PLP) e o Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO).

O Movimento de Desenvolvimento Nacional (MDN) agrupa a Associação Popular Monarquia Timorense (APMT), o Partido Liberta Povo Aileba (PLPA), o Partido Movimento Libertação Povo Maubere (MLPM) e a Unidade Nacional Democrática da Resistência Timorense (Undertim).

O Movimento Social Democrata (MSD) é composto pelo Partido Social Democrata (PSD), Partido Socialista de Timor (PST), Partido Centro Ação Social Democrata Timorense (CASDT) e Partido Democrata Cristão (PDC).

Este será o boletim de voto com o menor número de candidaturas de sempre da história de Timor-Leste, que restaurou a sua independência em 2002.

Presidente apela à participação dos eleitores

No arranque da campanha eleitoral, o presidente timorense apelou "à máxima participação dos eleitores, afirmando que os líderes políticos devem aproveitar a campanha para debates programáticos em vez de ofensas.

Dirigindo-se aos timorenses em Timor-Leste e na diáspora, Francisco Guterres Lu-Olo recordou que convocou eleições antecipadas a pensar no futuro do país.

O presidente acredita que as eleições antecipadas vão contribuir para o aprofundamento da democracia do país.

Oposição critica responsáveis do Governo

A oposição timorense criticou o primeiro-ministro e outros membros do Governo por não suspenderem funções durante a campanha eleitoral.

O vice-presidente da Aliança de Mudança para o Progresso (AMP) disse à agência Lusa que "nos países democráticos deveria haver uma separação entre o exercício do poder executivo enquanto situação normal e durante o período eleitoral".

A legislação timorense não é clara sobre a suspensão das funções dos membros do Governo durante o período da campanha, com a legislação sobre os titulares de órgãos de soberania a explicar que os elementos do executivo "apenas podem suspender funções nos casos permitidos por lei", delegando as suas competências em membros do executivo que deles dependam.