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A Síria depois do ataque

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A Síria depois do ataque

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As imagens vindas da Síria mostram um clima de "normalidade" aparente, pelo menos em teoria.

O jornalista britânico Danny Makki encontra-se no terreno. Diz que neste momento são muitas as perguntas que se colocam sobre o que mais se pode passar.

"Agora trata-se de saber o que é que Trump pode fazer de pior. Não conseguirá ter sucesso numa política de mudança de regime porque os russos estão aqui e os iranianos também. O Estado sírio tem muitos aliados e o Governo liderado por Bashar al-Assad está, neste momento, a caminho da vitória. O que pode tê-los atingido e o que criou mais estragos foi o ataque significativo a estruturas militares. Não às instalações de pesquisa que alvejaram que estavam, talvez, vazias antes dos verdadeiros ataques acontecerem. Esse foi o principal receio em Damasco. Que Trump decidisse atacar todas estas localizações militares e de segurança altamente sensíveis. O que aconteceu foi o que todos pensámos que aconteceria: choque e pavor durante uma hora e ataque a alvos limitados."

A ofensiva partiu de navios e caças, com mísseis europeus e dos EUA guiados por GPS.

"Eles deram alguns golpes, lidaram com as coisas e converteram a situação interna do estado numa espécie de pequena vitória simbólica. Ainda estamos aqui, as coisas continuam normais. Mas não lhes interessa e penso que também não querem continuar a fazer escalar as coisas com Trump ou com qualquer outro Estado ocidental. Afinal de contas têm um país que está quase completamente destruído. Não podem depender apenas de países não-europeus, não-ocidentais. Os estados ocidentais terão de voltar a jogo na Síria a certa altura no futuro. Resta saber como é que isso vai acontecer, mas neste momento os sírios seriam muito imprudentes em provocar Trump ainda mais. Falei com algumas pessoas e o sentimento que se percebia era sobre o pior que pode acontecer. Nada pior do que tem acontecido nos últimos sete anos", acrescenta Danny Makki, em entrevista à Euronews.