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Gaza: Eurodeputados criticam violência israelita e instigação do Hamas

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Gaza: Eurodeputados criticam violência israelita e instigação do Hamas

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REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa
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Com mais de três dezenas de mortos e milhares de feridos no protesto "Marcha do Retorno", iniciado a 30 de março, pelos palestinianos da Faixa de Gaza, o Parlamento Europeu pede moderação às partes envolvidas.

Point of view

"Chegou a hora da União Europeia acelerar a solução de dois Estados"

Soraya Post Eurodeputada, centro-esquerda, Suécia

Com o voto favorável de dois terços dos eurodeputados (524 a favor, 30 contra e 92 abstenções), a resolução votada, quinta-feira, em Estrasburgo, critica a violência do exército israelita mas, também, a instigação feita pelo movimento político palestiniano Hamas.

"Condenamos firmemente os ataques recorrentes do Hamas contra Israel, bem como o uso de civis como escudos humanos. O nosso objetivo é, obviamente, evitar uma escalada de violência. Mas esse não é o desejo do Hamas, uma organização que busca o confronto e usa protestos pacíficos para os seus próprios fins", disse Cristian Dan Preda, eurodeputado romeno do centro-direita.

Já as críticas a Israel vieram de Soraya Post, eurodeputada sueca de centro-esquerda: "Correndo o enorme risco de ser considerada antisemita, ouso fazer - e recordo que tenho origens ciganas e judaicas - fortes críticas ao governo de Israel. Chegou a hora da União Europei acelerar a solução de dois Estados. É a única maneira de assegurar um futuro pacífico e justo para ambas as partes".

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, pediram uma investigação sobre o uso de munição real por parte de Israel.

As autoridades israelitas afirmam que o fizeram para proteger a fronteira e os seus soldados.

Face à crise humanitária, o Parlamento Europeu diz que deve haver "um esforço internacional imediato e substancial para a reconstrução e a reabilitação da Faixa de Gaza".

Os eurodeputados também pediram "o levantamento imediato e incondicional do bloqueio na Faixa de Gaza".