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Reação grega às eleições turcas

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Reação grega às eleições turcas

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As eleições na Turquia foram antecipadas em mais de um ano; a 24 de Junho, o presidente Tayyp Erdogan leva às urnas a implementação de uma presidência executiva aprovada por escassa margem em referendo no ano passado.

A oposição fica com pouco tempo para se organizar e Erdogan pode capitalizar o avanço turco na Síria.

Konstantinos Filis, Professor de Relações Internacionais na Grécia, faz uma análise da medida de Erdogan para a euronews:

"Erdogan quer marcar eleições antecipadas por causa das dificuldades da economia turca dos últimos tempos. E porque prefere política populista, que, apesar dos muitos benefícios para os turcos, não muda quase nada na vida do cidadão médio turco. Isto porque que o custo das importações se reflete na carteira dos consumidores."

O anúncio da data das eleições fez subir a lira, que atingiu recordes mínimos já este mês, enquanto a disputa antiga de soberania com os gregos na região do Egeu teve esta semana mais um pico de tensão.

"A área da Zona Económica Exclusiva cipriota vai ser mais perigosa do que o Egeu nos próximos meses porque a Turquia quer evitar problemas para o país e para a causa nacional. A Turquia deseja demonstrar que domina com a sua presença em todas as regiões", diz à euronews Konstantinos Filis.

As eleições vão ter lugar com o país em estado de emergência, aprovado esta quarta feira por mais 3 meses e instaurado desde o golpe falhado em julho de 2016.

Fay Doulgkeri, jornalista da euronews, resume o sentimento de que deu conta em Atenas:

"A Turquia tem estado num periodo pré eleitoral desde o referendo de abril de 2017. Desde essa altura, a tensão no Egeu e no leste do Mediterrâneo tem-se agravado. Atenas espera que, depois das eleições, as tensões com a Turquia no Mar Egeu diminuam. A Grécia pensa que tudo se relaciona com os planos de Erdogan para vencer eleicoes antecipadas."