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Fundos de Coesão da UE podem sofrer cortes

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Fundos de Coesão da UE podem sofrer cortes

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Bruxelas inaugurou um novo terminal portuário para dar resposta ao aumento do número de turistas que visitam a cidade de barco. O investimento de 6 milhões de euros foi financiado em cerca de metade pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

O diretor-geral adjunto do porto considera que a Europa está a ajudar a melhor integrar o porto na cidade e a contribuir para um impacto económico positivo. Defende ainda que este investimento vai colocar Bruxelas no mapa do turismo fluvial da Bélgica.

Projetos como este poderão, no entanto, já não receber financiamento no próximo orçamento comunitário. A saída do Reino Unido deixa um buraco anual de 13 mil milhões de euros no orçamento da UE e temem-se cortes nos fundos de coesão.

As políticas de coesão ajudam a reduzir as desigualdades de desenvolvimento das regiões e representam cerca de um terço do orçamento anual da União Europeia. A maioria destes cerca de 350 mil milhões de euros tem ido para os países da antiga união soviética, mas alguns países do sul da Europa, como a Itália ou a Espanha, reclamam mais ajudas no combate ao forte desemprego jovem que surgiu com a crise financeira.

O Observatório para as Políticas de Coesão garante mesmo que a disparidade regional não parou e que em certas regiões da Europa até está a aumentar, especialmente no sul e ocidente da Europa.

Outro dos assuntos em discussão é saber se a atribuição de fundos de coesão deve estar dependente do cumprimento das leis europeias, especialmente depois das controversas decisões dos governos da Polónia e Hungria.

As Organizações Não Governamentais (ONG) alertam para os riscos desta eventual decisão. A BankWatch lembra que os fundos europeus beneficiam não apenas os Governos, mas também os cidadãos e que são uma prova de que a Europa está a ajudar esses países.

Antevêm-se negociações duras entre os estados membros também sobre a ideia de cada um contribuir mais para o próximo orçamento comunitário. Com a Defesa e as Migrações no topo das prioridades, os 27 vão precisar de abrir os cordões às bolsas se quiserem manter os mesmos níveis de financiamento dos fundos de coesão.