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Cannes sob o signo da mudança

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Cannes sob o signo da mudança

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REUTERS/Eric Gaillard
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Coube a Martin Scorcese, o consagrado realizador, e à atriz Cate Blanchett, presidente do júri, abrir oficialmente mais uma edição do Festival de Cinema de Cannes.

O programa do festival tem poucos nomes sonantes este ano. Uma das presenças regulares, Harvey Weinstein, não vai estar presente. Todos os olhares estão atentos para ver como o Festival responde ao movimento MeToo que o produtor acabou por potenciar. Junta-se a isto a exclusão de um filme que levou ao boicote do NetFlix e a preocupação de que Cannes está a perder o foco.

O crítico de cinema do Telegraph, Robbie Collin, sublinha uma outra novidade: "Para os críticos e para o público regular, existia um conjunto de nomes que eram aguardados, como Mike Leigh ou Paolo Sorrentino. Em vez disso, a competição está cheia de novos nomes que nem para alguns cinéfilos são familiares. Isso torna a competição num território desconhecido, mas incrivelmente excitante", afirma.

No rasto do caso Weinstein, foi criada em Cannes uma linha telefónica especial para reportar abusos sexuais.

Fora do Festival está o NetFlix. A empresa protesta contra a lei francesa que obriga os filmes em competição a aguardarem 3 anos até serem exibidos na sua plataforma.

Perante "um período muito particular" da indústria do Cinema, Collin tem a convicção de que "todas estas questões mais quentes serão respondidas" em Cannes primeiro.

Depois de seis meses com águas agitadas, a maré parece estar a mudar para a indústria do cinema. E a nova corrente pode começar na Riviera francesa.