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Nacionalistas judeus provocam em Al-Aksa

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Nacionalistas judeus provocam em Al-Aksa

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Centenas de nacionalistas israelitas penetraram este domingo na Mesquita de Al-Aqsa, no dia quando os judeus comemoram o quinquagésimo primeiro aniversário da ocupação de Jerusalém Oriental, em 1967, em violação do direito internacional. A provocação dos nacionalistas judeus, que levou a confrontos entre palestinianos e as forças de segurança israelitas, vem aumentar ainda mais a tensão, na véspera da inauguração da embaixada americana em Jerusalém, uma decisão da administração Trump que ostensivamente desrespeita as resoluções da Organização das Nações Unidas.

"Hoje, no Dia de Jerusalém, comemoramos a reunificação de Jerusalém em 1967, quando finalmente, Israel conseguiu obter o controlo da capital de Israel e permitir que todos no mundo possam vir aqui rezar e desfrutar da cidade", disse Doug Goldstein, um judeu que participava na marcha.

Protegidos pelas forças de segurança israelitas, os nacionalistas judeus provocaram os palestinianos que ali protestavam.

"Este desfile fútil durará três horas e é tudo. Os donos desta terra não sairão daqui. Isto não passa de um evento de propaganda para afirmar que Jerusalém é a capital de Israel. Que continuem a sonhar, os israelitas, Trump, os líderes árabes... e os antepassados deles!", disse uma mulher palestiniana.

Um número recorde de mais de 2000 judeus visitaram este domingo o Monte do Templo para comemorar os 51 anos da anexação de Jerusalém Oriental. A celebração do "Dia de Jerusalém" é anualmente um festival de abusos e provocações, entre as quais uma marcha com bandeiras israelitas pelas ruas do bairro muçulmano de Jerusalém.