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Fome, violência e morte no início do Ramadão

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Fome, violência e morte no início do Ramadão

Fome, violência e morte no início do Ramadão
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Num território onde os confrontos só têm aumentado de gravidade, muitas ruas estão quase desertas. Por isso, nos mercados de Gaza não havia praticamente qualquer sinal do início das festividades do Ramadão, esta quarta-feira.

"Este ano, o Ramadão é diferente. As pessoas não têm meios para comprar nada. A situação está cada vez mais difícil", dizia-nos uma residente.

No Iraque, em Mossul, uma cidade devastada por três anos de conflitos com o grupo Estado Islâmico, falar de um regresso à normalidade parece absurdo. Mesmo assim os habitantes começam pouco a pouco a recorrer às bancadas de frutas e legumes que vão surgindo.

"Felizmente, as coisas estão mais calmas. Agora não há terrorismo. Rezamos para que haja paz em todo o Iraque", desabafa uma mulher.

Este é o quarto Ramadão que o Iémen vive em tempo de guerra civil, que alastrou a realidade da fome e das populações deslocadas.

Um habitante de Sanaa explica que "nos anos anteriores, sempre que se aproximava o Ramadão, os mercados ficavam cheios de pessoas, havia animação por todo o lado, os clientes tinham dinheiro para comprar. Este ano, isto é uma catástrofe".

Nos campos de refugiados rohingya, no Bangladesh, o começo do Ramadão é recebido com tentativas para construir apenas um abrigo onde dormir. O número de deslocados ultrapassa em muito os 700 mil.

É precisamente neste período que os afegãos conhecem muitos dos ataques talibã. Na capital, Cabul, o autodenominado Estado Islâmico reivindicou recentemente um atentado que matou 25 pessoas.