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O dia de terror que abalou o Sporting

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O dia de terror que abalou o Sporting

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Um grupo de cerca de 50 indivíduos de cara tapada, alegadamente adeptos radicais do Sporting, invadiram esta terça-feira a Academia de Alcochete e agrediram jogadores e elementos da equipa técnica.

As agressões aconteceram já dentro do balneário da equipa principal e entre os jogadores visados estão Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia, Misic, bem como o treinador Jorge Jesus e os adjuntos Raul José e Márcio Sampaio.

Foi um dos dias mais tensos da história do clube e acabou já de madrugada, depois de membros do plantel e do staff terem passado pela esquadra da GNR do Montijo.

O jovem João Palhinha foi o único a falar aos jornalistas e não escondeu a frustração: "É um dia muito triste para nós."

Em Alcochete ficou um rasto de destruição e medo, que já está a ser investigado pelo Ministério Público. Entretanto, o Governo confirmou a detenção de 21 pessoas presumivelmente envolvidas no caso.

O choque com este episódio atravessou fronteiras e fez inclusivamente manchetes em sites da imprensa internacional.

The Guardian, do Reino Unido, a Marca, de Espanha, o L'Équipe, de França, a Gazzetta dello Sport, de Itália, e a Kicker, da Alemanha, foram algumas das publicações a destacar este caso.

A indignação entre a massa associativa do Sporting gerou também a convocação nas redes sociais de uma manifestação de apoio aos jogadores em Alvalade.

Algumas centenas de adeptos surgiram com cartazes e bandeiras junto ao estádio, onde entoaram os habituais cânticos de apoio ao Sporting.

O clube e o seu presidente, Bruno de Carvalho, já repudiaram os acontecimentos cometidos por elementos alegadamente ligados à claque JuveLeo. No entanto, o mais antigo grupo organizado de adeptos leoninos reagiu esta quarta-feira e rejeitou responsabilidades.