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Cassatt: Uma impressionista Americana em Paris

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Cassatt: Uma impressionista Americana em Paris

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É nos Estados Unidos que melhor se conhece o trabalho da impressionista Mary Cassatt, apesar da pintora ter passado mais de seis décadas na capital francesa.

Os norte-americanos consideram-na como uma das maiores artistas nacionais de todos os tempos. É, por outro lado, a única mulher americana de relevo no movimento impressionista.

Está patente ao público uma exposição, em Paris, com cerca de 50 quadros mais importante da artista, até dia 23 de julho, no Museu Jacquemart-André.

Uma americana em Paris

Mary Cassatt mudou-se para Paris aos 22 anos e batalhou para conseguir um lugar num mundo da pintura dominado por homens. Os seus trabalhos foram rejeitados no conhecido Salão de Paris em várias ocasiões.

Foi graças a um convite de Edgar Degas para dar a conhecer o seu trabalho perante outros impressionistas que conseguiu desenvolver a sua técnica.

Degas e Cassatt tornaram-se próximos, de tal forma que pode notar-se a influência do francês no trabalho desenvolvido pela pintora.

Ambos se preocuparam mais em pintar figuras humanas em vez de paisagens, como seria de esperar nos impressionistas.

A obra de Mary Cassatt coloca ênfase nas cenas de familiares, especialmente nas mães e filhos.

Um dos quadros mais famosos da pintora, Menina numa Cadeira de Azul, é um excelente exemplo da obra deixada por Cassatt.

Os retratos de meninas e mulheres feitos por Mary Cassatt, embora não abertamente feministas, mudaram a forma como estas surgiam na pintura, tornando-se no centro da atenção e geralmente em ações pouco ou nada retratadas, como lendo o jornal. Na altura, as mulheres pintadas em quadros limitavam-se a posar ou a olhar para o infinito.

A exposição 'Mary Cassatt: An American Impressionist In Paris' encontra-se patente ao público até dia 23 de julho, no Museu Jacquemart-André.

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