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Austrália pede à Rússia que pare com campanha de desinformação

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Austrália pede à Rússia que pare com campanha de desinformação

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REUTERS/Michael Kooren
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Vladimir Putin garante que o míssil que abateu o voo MH17, da Malaysia Airlines, não era russo. Uma certeza que contraria as conclusões dos investigadores internacionais de que o míssil foi disparado pela 53ª brigada antiaérea baseada em Kursk, na Rússia.

A ministra australiana dos Negócios Estrangeiros apela a Moscovo para que pare de contestar o relatório.

"A Rússia tem praticado uma campanha de desinformação e apelo à Rússia que pare de tentar desacreditar a legitimidade dos resultados da equipa de investigação. Foi uma equipa formada após uma resolução do Conselho de Segurança da ONU na qual a Rússia participou. E a Rússia como membro permanente do Conselho de Segurança tem uma responsabilidade particular de apoiar estas resoluções unânimes."

Por seu lado, em declarações à Euronews, no Fórum Económico Internacional que decorre em São Petersburgo, o embaixador da Rússia na União Europeia diz que estas acusações não são uma novidade.

Vladimir Chizhov acrescenta que "o único elemento que me surpreende é o timing, porque o que foi dito em Haia não é nada de novo. Para mim, isto são notícias antigas, o efeito déjà-vu de 2014 e 2016."

A queda do avião das linhas aéras da Malásia matou 289 pessoas, na maioria passageiros holandeses, malaios e australianos.

O aparelho foi abatido por um missil, em 2014, quando sobrevoava o leste da Ucrânia.

A Holanda e a Austrália consideram a Rússia formalmente responsável pelo disparo do míssil.