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Instabilidade política italiana abala mercados financeiros

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Instabilidade política italiana abala mercados financeiros

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A instabilidade política em Itália está a deixar os investidores desconfiados e receosos. Para além de uma queda de mais de 2% na bolsa de Milão, os juros de Itália chegaram a disparar mais de 20 pontos base, arrastando outras "yields" menos fortes, como as portuguesas, que também estiveram a subir mais de 20 pontos.

Para já ficam afastadas as possíveis políticas anti-euro e anti-união europeia defendidas pelos dois partidos mais votados nas eleições e que rejeitaram formar governo.

Mas os mercados continuam a olhar com muita preocupação para o resultado das próximas eleições que devem ocorrer no início de 2019 e para a dívida pública italiana. No total são mais de 2 biliões de euros, mais de 130% do PIB, sendo que desse total, 250 mil milhões da dívida pública italiana são detidos pelo Banco Central Europeu.

Numa entrevista exclusiva à Euronews, o antigo diretor de campanha de Donald Trump, Steve Bannon, fez uma pequena análise à situação italiana e lembrou que esta dívida não foi agravada por governos eleitos. Bannon lembra que os últimos executivos transalpinos foram nomeados pelo Banco Central Europeu.

Os líderes do Movimento 5 Estrelas e da Liga a afirmarem que o Presidente italiano, Sergio Mattarella, que escolheu Carlo Cottarelli para liderar o Governo, cedeu às pressões dos investidores e de países como a Alemanha

Nicola Lupo, professor de Direito Público da Universidade de Luiss, explica que "os mercados financeiros preocupam-se muito com países com grandes dívidas públicas. Se o voto dos italianos apontar numa direção diferente da que querem os mercados e os parceiros europeis...então haverá problemas".

Os analistas temem também que o Movimento 5 estrelas e a Liga obtenham votações ainda mais fortes nas eleições que devem decorrer no início do próximo ano.