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Áustria: migração dominará presidência da UE

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Áustria: migração dominará presidência da UE

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REUTERS/Francois Lenoir
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"Proteger as fronteiras externas da Europa", a fim de "resolver a questão migratória" que divide os Estados-membros, é a prioridade do chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, anunciada, esta quarta-feira, em Bruxelas.

Point of view

Vemos a Áustria como um construtor de pontes dentro da União Europeia

Sebastian Kurz Chanceler da Áustria

A visita do chefe de governo decorreu no âmbito da preparação da presidência rotativa da União Europeia, a cargo deste país a partir de 1 de julho.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, está de acordo, frisando que "é absolutamente necessário dar resposta à questão da migração".

"Quando é que o conseguiremos fazer é difícil dizer, neste momento. Debateremos esta questão durante a cimeira europeia, no final de junho. A discussão foi tensa na mais recente reunião do conselho de ministros da Administração Interna. Para mim a questão das fronteiras externas é mais importante do que qualquer outra coisa", acrescentou o chefe do executivo comunitário.

Sebastian Kurz lidera um governo de coligação entre um partido conservador e outro de extrema-direita, mas o chanceler considera que pode ser um conciliador.

"Vemos a Áustria como um construtor de pontes dentro da União Europeia. Nos últimos anos, nos quais fui ministro dos Negócios Estrangeiros, pude ver, em primeira mão, como as divisões se aprofundaram na Europa, entre países do norte e do sul, entre os de leste e os de oeste. Gostaríamos de contribuir para reduzir as tensões e promover um sentimento de unidade mais forte na União Europeia", disse o chanceler, que ocupa o cargo desde dezembro passado, depois de ter sido chefe da diplomacia entre 2014 e 2017, no governo de Christian Kern.

Um dos principais obstáculos à obtenção de um acordo sobre gestão de refugiados e migrantes é a ideia de redistribuição dos requerentes de asilo por todos os Estados-membros, por forma a aliviar os países de entrada.

A pretensão vem, sobretudo da Itália, Grécia e Espanha, a que se opõem, firmemente, os países do chamado Grupo de Visegrado (Polónia, Hungria, Eslováquia e Reública Checa) e a própria Áustria.