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Jordânia agita-se ante proposta de reforma fiscal

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Jordânia agita-se ante proposta de reforma fiscal

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São dias de protestos na Jordânia, os maiores em muitos anos.

Em causa, uma proposta de lei fiscal, respaldada pelo Fundo Monetário Internacional e que os manifestantes encaram como demasiado penalizadora para os Jordanos mais pobres e também para a classe média.

O ex-primeiro ministro, Hani Mulki, recusou rejeitar a proposta de lei, que inclui mais impostos e novas medidas de austeridade. Apresentou a demissão no decorrer dos protestos, que continuaram.

Numa carta em que aponta o nome do novo primeiro-ministro, o Rei Abdullah diz que o novo governo deve rever profundamente o sistema fiscal para evitar taxas injustas e clivagem social. 40 pessoas foram detidas.

Omar al-Razzaz é o primeiro-ministro que vai formar agora a equipa governamental que tem de encontrar uma saída para a atual crise, com risco de ver a Jordânia "entrar no desconhecido", nas palavras do Rei Abdullah da Jordânia.

O FMI financiou a Jordânia em mais de 600 milhões de euros em 2016.

O governo de Mulki apresentou o projeto lei com base na necessidade de financiamento de serviços públicos e argumentando que as medidas atingiriam os detentores dos salários mais elevados, ao contrário do sentido dos protestos.

O esbanjamento de fundos públicos e a corrupção são outros temas nas manifestações de rua que duram já há quase uma semana.