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Macron abre G7 a equacionar G6

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Macron abre G7 a equacionar G6

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Aterram no Quebeque, no Canadá, os primeiros líderes pertencentes ao G7.

A decisão de Donald Trump de aumentar as tarifas alfandegárias do aço e do alumínio provenientes do Canadá, União Europeia e México em mais 25 e 10% por razões de segurança nacional, não deixou os participantes da União Europeia e o país anfitrião em estado de êxtase, pelo contrário.

Para Macron, G7 ou G6 é menos questão de nomenclatura do que de atitude de bloco:

"Talvez o Presidente americano não se importe de estar isolado hoje mas nós não nos importamos de sermos seis também, se preciso for, porque esses seis representam valores, um mercado económico que beneficia da força da história e tem acima de tudo peso real no palco internacional atual."

Enquanto não chega, Donald Trump tuíta e vai pedindo que digam por favor "ao PM Trudeau e ao Presidente Macron que estão a cobrar aos Estados Unidos enormes taxas e a criar barreiras não monetárias." E não pára, o Twitter mais rápido que o avião até La Malbaie.

Trump fala em superavits comerciais, Trudeau lembrou já a vigência do Acordo de Comércio Livre Norte-Americano e a possibilidade de impôr tarifas retaliatórias de quase dez mil milhões de euros.

Nas redes sociais, Trudeau partilha a a vitória doméstica do Partido Conservador Progressista em Ontário, coração económico canadiano, com Doug Ford.

Ao fim de 15 anos, a região mais povoada do Canadá troca uma liderança liberal por alguém com uma reduzida experiência de conselheiro municipal com um paralelismo da imprensa ao populismo norte-americano. Ganha a maioria na legislatura regional, Ford reunirá poder para aprovar legislação.

Quanto a outros medos nesta Cimeira G7 para além da guerra comercial, a segurança é apertada.

O sentido de humor encontra-se nalguns protestos, não se sabe se os participantes o vão conseguir manter.