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Encontro histórico, e agora?

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Encontro histórico, e agora?

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Seria sempre um encontro histórico, acontecesse o que acontecesse, ou não tivesse sido este o primeiro encontro entre um presidente em exercício dos Estados Unidos e um líder da Coreia do Norte. Mas pairam muitas dúvidas sobre o acordo que Trump e Kim Jong-Un anunciaram ao mundo. O documento é muito vago e as declarações dos presidentes não ajudaram a clarificar.

"Quero que os nossos soldados regressem a casa. Temos agora 32 mil soldados na Coreia do Sul e gostava de poder levá-los para casa, mas isso não faz parte da equação por agora, mas espero que num determinado momento faça. Vamos parar com os jogos de guerra, o que nos vai permitir poupar imenso dinheiro", declarou o presidente dos EUA, Donald Trump.

Vários analistas, como Michael Kovrig, dizem que é melhor não sobrevalorizar o acordo alcançado, em Singapura, entre os dois países: "Todo o trabalho de negociar os detalhes, o mesmo tipo de detalhes dos acordos anteriores com a Coreia do Norte, falha. Tudo isso foi adiado para mais tarde, para o secretário de Estado Mike Pompeo e os seus homólogos norte-coreanos resolverem , E não é claro como é que isso vai acontecer".

As negociações para a aplicação das medidas do acordo devem começar na próxima semana e serão lideradas pelo secretário de Estado americano Mike Pompeo.