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Merkel descarta a rejeição automática de migrantes nas fronteiras

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Merkel descarta a rejeição automática de migrantes nas fronteiras

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A chanceler alemã, Angela Merkel, insistiu na necessidade de encontrar uma política migratória comum com os parceiros europeus, numa tentativa de ultrapassar as tensões que enfrenta no seio da coligação do Governo, com a União Social Cristã, da Baviera (CSU).

A posição da chanceler foi conhecida depois do ministro do Interior alemão, Hortst Seehofer, ter ameaçado dar início ao fecho de fronteiras dentro de duas semanas, a não ser que fosse encontrada uma solução para o problema que definiu como "aceitável."

Seehofer espera um acordo entre os Estados membros da União Europeia num encontro fundamental a ter lugar dia 28 e 20 de junho.

Mas Merkel deixou bem claro que "não haveria qualquer tipo de expulsões automáticas" a partir de julho.

As tensões entre Merkel e Seehofer chegaram a um ponto alto na passada semana, quando o ministro do Interior alemão ameaçou ordenar à polícia que rejeitasse todos os requerentes de asilo nas fronteiras nacionais.

Mas Seehofer deu depois um passo atrás e disse que apenas seriam expulsos aqueles migrantes cujo pedido de asilo fosse rejeitado.

A chanceler alemã explicou que procura novos acordos bilaterais com países como a Itália - na linha da frente da chamada crise dos migrantes e refugiados - e com a Áustria. Os acordos bilateriais poderão ser semelhantes aos conseguidos com a Turquia em 2016.

Desde o início da chamada crise dos migrantes e refugiados, o problema das migrações tornou-se num dos mais importantes enfrentados por vários países europeus, depois de terem chegado à União Europeia cerca de um milhão de pessoas.