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Hong Kong para além dos negócios

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Hong Kong para além dos negócios

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Para além dos negócios, do comércio e da vida noturna, Hong Kong afirma-se hoje como um centro artístico e cultural cada vez mais dinâmico. As artes e a criatividade assumem várias formas por toda a cidade, dentro e fora de portas. Um dos projetos mais emblemáticos é a transformação de um antigo bairro de polícias num novo polo cultural e artístico.

Mas, em Hong Kong, não há só gente, empresas e vida urbana. Um dos lados menos conhecidos da metrópole chinesa é a ligação à natureza, aos espaços verdes e às praias.

Elberti e Tom Uiterwaal vivem há dez anos em Hong Kong. Os filhos do casal holandês praticam desportos náuticos nos tempos livres.

"É fantástico ver as crianças na água, está muito calor, eles navegam das nove às cinco e regressam com um grande sorriso", contou Elberti Uiterwaal, diretora de gestão da empresa First Advantage.

Tom Uiterwaal dirige uma empresa de biocombustíveis em Hong Kong.

"Tínhamos estado de férias na China ao terminarmos os estudos universitários e ficámos com uma ideia do ambiente asiático. Mudar de cidade foi uma grande aposta. Ao fim de dez anos ainda estamos aqui. A razão principal é o clima de negócios, mas, por outro lado, procuramos um equilíbrio em relação à vida privada", disse Tom Uiterwaal, presidente da Reconergy.

"É trabalho duro. Saio de casa cedo de manhã, trabalho muito e tento encontrar tempo para estar com os meus filhos. Por isso, o facto de poder passar o fim de semana em sítios como este faz com que valha a pena viver aqui em Hong Kong", acrescentou Elberti Uiterwaal.

O museu M+, situado no bairro de West Kowloon, é outro dos grandes projetos culturais da cidade chinesa.

"Este museu é o emblema das estruturas culturais que estão a ser construídas. É um museu de cultura visual contemporânea. É um conceito diferente que tem a ver com a forma como as pessoas vêm a vida, em Hong Kong e com toda a dinâmica da cidade, as diferentes profissões que se misturam", referiu a espanhola Veronica Castillo, diretora das exposições e da coleção do Museu M+.

O antigo bairro policial desapareceu para dar lugar a espaços culturais, mas, as celas da antiga prisão foram conservadas como registo histórico e coexistem ao lado de obras de arte vindas do mundo inteiro.

No capítulo dos eventos, o French May é um dos grandes festivais culturais da cidade.

"Com a explosão da cena artística em Hong Kong, temos cada vez mais países a organizar festivais. Trouxemos mais de cem obras de arte dos anos 60. Temos um espetáculo chamado Les Forains. É um bailado de 1945 que integra hip hop, música eletrónica e uma orquestra ao vivo", explicou Julien-Loïc Garin, presidente do Le French May.

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