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Políticas migratórias aquecem Bundestag

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Políticas migratórias aquecem Bundestag

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Depois do acordo entre os partidos da coligação, o embate no parlmento.

No Bundestag, Angela Merkel tentou justificar a solução encontrada entre a CDU e a CSU para as questões migratórias na Alemanha. "É preciso haver mais ordem em todos os tipos de migração, para que as pessoas sintam que a lei e a ordem estão reforçadas. Essa é a nossa tarefa e a nossa preocupação", defendeu a chanceler alemã.

Merkel tem agora a árdua tarefa de convencer o outro partido da coligação, o SPD, a aceitar o acordo. No debate, contou com a oposição de Andrea Nahles, líder do Partido Social-Democrata (SPD): "Nenhuma ação unilateral nacional, os procedimentos legais devem ser cumpridos. Rejeitamos campos fechados".

Caso os Social-Democratas recusem o acordo, a Alemanha pode voltar a eleições. O SPD tem apoiado as ideias da chanceler alemã quanto à imigração, mas mostrou-se muito crítico da criaçâo de centros de trânsito para imigrantes

No entanto, é da esquerda vêm as maiores críticas, ao acusarem os partidos conservadores da coligação de não estarem a contemplar a crise humanitária que as medidas aprovadas podem gerar. "Vocês já não estâo preocupados com soluções humanas. É tudo sobre poder, sobre querer ter razão à força. E a humanidade fica-se pelo caminho", criticou Dietmar Bartsch, líder de A Esquerda.

Depois de ter tentado chegar a um consenso com os líderes europeus sobre as políticas migratórias comunitárias, é dentro de casa que Merkel tem agora o maior desafio.

No debate do orçamento, os nacionalistas pediram a demissão da chanceler alemã, que tenta agora resolver a crise no seu próprio governo.