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China: UE pede cooperação para reformar comércio

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China: UE pede cooperação para reformar comércio

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A União Europeia pediu à China para se envolver mais nos esforços mundiais para aperfeiçoar as regras do comércio internacional.

A China fez claras promessas de manter os mercados abertos e lutar contra o protecionismo

Cecilia Malmström Comissária europeia para o Comércio

Na vigésima cimeira entre as partes, segunda-feira, em Pequim (capital da China), o bloco comunitário apelou, também, ao gigante asiático para que esteja disponível para reequilibrar a balança comercial e de investimentos entre as partes.

“A China fez claras promessas de manter os mercados abertos e lutar contra o protecionismo. Isso é tranquilizador para a União Europeia e para a sua comunidade empresarial. No entanto, gostaria que estas palavras encorajadoras se traduzissem em ações mais concretas da China para abrir ainda as possibilidades de investimento”, disse Cecilia Malmström, comissária europeia para o Comércio.

O lado europeu foi representado, ainda, pelos comissários Violeta Bulc (Transportes) e Jyrky Katainen (Emprego, Investimento e Competitividade), liderados pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, o último em representação dos governos dos 28 países.

A China é o segundo maior parceiro comercial da União Europeia, depois dos EUA, com o comércio de mercadorias a rondar os 1,5 mil milhões de euros, por dia. Mas a União exporta para a China apenas cerca de metade do valor que importa.

O investimento europeu também tem caído nos últimos anos, sendo agora de sete mil milhões de euros, quase metade do que era em 2014.

Este apelo surge num momento em que Europa vê os Estados Unidos adotarem uma posição comercial hostil. O presidente Donald Trump comparou a União Europeia à China em termos de malefícios para o comércio norte-americano.

Isto, apesar da União Europeia partilhar preocupações dos EUA em relação à China, tal como o desrespeito pela propriedade intelectual.

“Penso que a mensagem da Europa é que não quer escolher entre parceiros: ainda pode ter um relacionamento benéfico com os EUA e utilizar isso para ter relações cada vez mais benéficas com a China. Mas há, claramente, problemas com os dois lados", disse, à euronews, David Fouquet, analista e vice-presidente do Centro Europeu de Investigação Internacional e Estratégica.

A China aceitou a proposta europeia de estabelecer um grupo de trabalho sobre estes problemas, incluindo o da limitação de ajudas do Estado às empresas, um dos principais fatores de distorção das regras de concorrência.