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Acordo UE-Japão tenta travar escalada protecionista

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Acordo UE-Japão tenta travar escalada protecionista

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Koji Sasahara/Pool via Reuters
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As empresas europeias vão poupar mil milhões de euros anuais em tarifas de exportação para o Japão. Este é um dos aspetos positivos do maior acordo de livre comércio já negociado pela União Europeia, que foi assinado com o Japão, terça-feira, em Tóquio.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, aproveitou a ocasião para enviar, também, "uma mensagem contra o protecionismo" dos EUA.

Há preocupações no Japão quanto à credibilidade do presidente dos EUA e a UE é um marco da estabilidade

Fraser Cameron Diretor, Centro UE-Ásia

"O impacto do acordo de hoje vai muito além de nossas fronteiras. Juntos, com esta assinatura, fazemos uma declaração sobre o futuro do comércio livre e justo. Estamos a demonstrar que somos mais fortes e melhores quando trabalhamos juntos. Lideramos pelo exemplo e provamos que o comércio é sobre mais do que tarifas e barreiras, é sobre valores", disse, em conferência de imprensa.

Segundo o Conselho Europeu, o acordo tem potencial para aumentar as exportações da União Europeia para o Japão em 180% nos alimentos processados, 22% nos produtos químicos e 16% na maquinaria elétrica.

As duas partes reviram, também, o Acordo de Parceria Estratégica ao nível político, para melhorar a cooperação nos desafios de segurança e alterações climáticas, entre outros.

A União Europeia e o Japão tentam compensar a instabilidade geopolítica criada pelos EUA, tradicionalmente o maior aliado de ambas as potências.

"Há preocupações no Japão quanto à credibilidade do atual presidente dos EUA e, portanto, este e outros países asiáticos olham, agora, para a União Europeia como um marco da estabilidade no sistema internacional", explicou, à euronews, o analista Fraser Cameron, diretor do Centro UE-Ásia.

"A União Europeia tem muito a oferecer em termos de segurança, de experiência para resolver conflitos, incluindo sobre soberania em áreas marítimas, sobre ciberataques e assim por diante. Em termos da chamada influência discreta, a União Europeia e o Japão têm uma grande agenda para concluir juntos", acrescentou Fraser Cameron.

A União Europeia e o Japão também concordaram em reconhecer os sistemas de proteção de dados de cada parte como "equivalentes", criando a maior área do mundo de fluxos de dados seguros.