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Eliseu enfrenta críticas por não despedir colaborador que espancou manifestante

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Eliseu enfrenta críticas por não despedir colaborador que espancou manifestante

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O Palácio do Eliseu enfrenta um rol de críticas depois de dado a conhecer um vídeo em que um dos colaboradores do gabinete da presidência francesa, Alexandre Benalla, espancava um manifestante durante o Dia do Trabalhador, em Paris.

Durante uma deslocação à região de Nova Aquitânia (sudoeste), o presidente francês Emmanuel Macron, recusou responder às questões sobre o assunto, que marca a atualidade no país nas últimas horas.

Quando um jornalista lhe perguntou se a República tinha sido "manchada" pelo episódio," o presidente Macron respondeu que a "República é inalterável!"

No Palácio do Eliseu, Bruno Roger-Petit, um dos porta-vozes, defendeu, perante os jornalistas, a medida de sanção aplicada contra Benalla:

"Esta sanção visa punir um comportamento inaceitável e foi-lhe transmitida como um último aviso antes de um despedimento. Esta sanção é a mais grave alguma vez aplicada a um encarregado de missão que trabalha no Eliseu."

Um segundo elemento sofreu também sanções, de acordo com o porta-voz do Palácio do Eliseu. Vincent Crase, gendarme na reserva e membro do partido de Macron, La République en Marche, ficou também suspenso sem vencimento durante 15 dias e foi afastado de qualquer colaboração com a presidência da República.

A Justiça francesa deu início a uma investigação por violência contra terceiros e por usurpação de funções.

O vídeo foi filmado por um antigo candidato do partido France Insoumise (esquerda) no departamento de Isère (Auvergne-Rhône-Alpes) divulgado na página oficial do diário Le Monde. Nas imagens, Alexandre Benalla usa um capacete das forças de intervenção CRS, enquanto espanca um homem, que participava nas manifestações do Primeiro de Maio.