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Mundial, fãs e assédio: o outro lado da festa

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Mundial, fãs e assédio: o outro lado da festa

Mundial, fãs e assédio: o outro lado da festa
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É o outro lado da festa. Houve muitas queixas por assédio e abuso durante as celebrações da vitória de França no Mundial de Futebol.

Mulheres que falam em beijos forçados, abraços contra-vontade toques inapropriados. Estar sem problemas nas chamadas fan-zones não é fácil para todos.

Foi assim que surgiu a hashtag #metoofoot nas redes sociais. No Twitter, as vítimas contam más experiências. Há também relatos de testemunhas.

Alice decidiu ver a final numa zona pública na cidade francesa de Nantes. Contou à Euronews o que lhe aconteceu durante o jogo:

"Estava a ver o encontro com amigos quando um homem, atrás de mim, tirou o pénis para fora e começou a roçar-se contra mim. Cotinuou a insistir e tentou masturbar-se. Reagi logo quando me apercebi."

Alice fez então o que lhe pareceu mais sentado. Mas a reação da polícia apanhou-a de surpresa.

"Os polícias disseram-me que estavam no local apenas por causa de possíveis atos terroristas. E pronto, fui embora, fui para casa, tomei um duche para me livrar daquilo tudo. E não festejei nada."

As autoridades pedem às mulheres que se sintam vítimas de qualquer tipo de abuso para não deixarem de apresentar queixa. O Governo insiste: os agressores deverão serão levados a tribunal, sem exceção.