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Rumo à reconciliação nas prisões de El Salvador

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Rumo à reconciliação nas prisões de El Salvador

Rumo à reconciliação nas prisões de El Salvador
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O centro penitenciário de San Francisco Gotera, em El Salvador, fica num dos países com a taxa de homicídio mais elevada do mundo. Só em 2017, morreram no pequeno país centro-americano cerca de 4 mil pessoas, vítimas de assassinatos, de acordo com dados oficiais.

Em prisões como as de Gotera, convivem, contra a própria vontade, membros de gangues rivais, grupos de rua extremamente violentos, responsáveis pela insegurança nas cidades salvadorenhas. Gangues como o Bairro 18 ou a MS, a Mara Salvatrucha.

Mas, na prisão de San Francisco Gotera, há grupos inimigos que aprendem, juntos, ofícios que lhes podem vir a ser úteis quando sairem em liberdade. Aprendem também a conviver e a deixar o ódio de lado.

Tudo graças a Moises Linares, de 30 anos, que se dedica a formar antigos membros de gangues de rua como o Bairro 18 ou a MS:

"Com o tempo, o Senhor exerceu a influência dele na minha vida e hoje estou neste lugar, ensinando aos meus irmãos como ter um futuro como pessoas úteis, depois de deixarem este lugar," explica o antigo membro da MS.

Moises ajuda pessoas como Marlon Padilha, que cumpre pena na mesma cela que o filho. Eram de gangues rivais, mas agora, diz Marlon, isso é coisa do passado:

"Sentia algum temor porque pensava: eu, um membro do grupo Mara Salvatrucha, tenho de estar com os que foram meus inimigos, a conviver."

Acabar com o passado e comecar com a reconciliação não é fácil, até porque as tatuagens podem ser uma condenação à morte.

Mas Moises Linares quer fazer com que nada signifiquem.