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O "mea culpa" de Emmanuel Macron

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O "mea culpa" de Emmanuel Macron

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Passaram-se dias desde que escândalo rebentou. Pressionado pelos pedidos de explicações por causa do silêncio em relação às agressões do antigo guarda-costas Alexandre Benalla a manifestantes no 1º de maio, o Presidente francês viu-se obrigado a comentar o caso.

Fê-lo durante uma sessão fechada com deputados do grupo parlamentar.

"O único responsável por este caso sou eu. (...) Não podemos ser chefes só nos bons momentos e tentar escapar quando as coisas são difíceis. Se querem conhecer um responsável, ele está à vossa frente. Venham buscá-lo. Esta pessoa responde ao povo francês e ao povo soberano. A mais ninguém. (...) Alexandre Benalla nunca teve o código nuclear. Nunca ocupou 300 metros quadrados do Palácio de L'Alma. Nunca ganhou 10 mil euros nem foi meu amante. Alexandre Benalla, embora encarregue das bagagens por um dia, nunca teve estas funções a longo prazo", sublinhou Emmanuel Macron num discurso com alguma ironia.

Questionado sobre as imagens de Benalla ao lado do autocarro da seleção francesa na Rússia, quando não era suposto estar no terreno, o líder do partido de Macron, Christophe Castaner, disse, em entrevista à BFMTV, que tinha ouvido dizer que se tratava de "um encarregado da logística, das bagagens."

Uma explicação pouco convincente que agravou ainda mais as críticas de tentativas de minimizar o papel de Benalla, alegado homem de confiança de Macron.