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Trégua comercial EUA-UE é um alívio para europeus

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Trégua comercial EUA-UE é um alívio para europeus

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REUTERS/Joshua Roberts
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O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, conseguiu travar a ofensiva protecionista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegando a um acordo de princípio sobre o futuro das relações comerciais entre as partes.

Anteriormente, havia tendência para os EUA se considerarem a vítima. O encontro foi, por isso, muito positivo

Peter Rashish, Professor, Universidade John Hopkins (EUA)

Depois da reunião, na Casa Branca, quarta-feira, Donald Trump anunciou que os EUA não vão impor novas tarifas aduaneiras aos europeus e os analistas consideram que houve uma "reviravolta" que constitui um bom resultado.

"É, efetivamente, a primeira vez que esta administração e o presidente disseram que o comércio pode ser benéfico para ambas as partes, pelo menos ao nível das relações comerciais entre os EUA e a União Eurppeia. Anteriormente, havia tendência para os EUA se considerarem a vítima. O encontro foi, por isso, muito positivo", disse, à euronews, Peter Rashish, da Universidade John Hopkins, em Washington (EUA).

Após as negociações, o presidente norte-americano destacou que espera benefícios no setor agrícola, nomeadamente a exportação de mais soja para o mercado europeu.

Mas alguns Estados-membros mostram-se cautelosos, nomeadamente a grande potência agrícola que é a França. O ministro das Finanças, Bruno Le Maire, pediu mais detalhes e prometeu defender os padrões europeus.

O setor automóvel europeu parece estar, por agora, a salvo, quando há poucos dias era o principal alvo para novas tarifas norte-americanas.

"Não houve demasiadas concessões por parte da União Europeia e Juncker já tinha tido bons bons resultados nas discussões com os chineses. Devemos ver as coisas da seguinte maneira: a União Europeia alia-se aos EUA para pressionar a China, mas também se alia à China para pressionar os EUA", afirmou, à euronews, Pascal Lamy, consultor na Europe Horizons.

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, Roberto Azevedo, disse ter ficado satisfeito com esta trégua comercial transatlântica.