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Aviões "farejadores" monitorizam poluição no mar do Norte

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Aviões "farejadores" monitorizam poluição no mar do Norte

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A Guarda Costeira belga é pioneira numa tecnologia de análise da poluição do ar, usando os chamados aviões "farejadores" sob o mar do Norte, naquela que é uma das rotas comerciais mais importantes da Europa.

Esse sensor mede, constantemente, os níveis de dióxido de carbono e de dióxido de enxofre

Ward Van Roy Piloto, Guarda Costeira, Bélgica

"O sensor para farejar localiza-se na parte de trás do banco do piloto, analisando ar que é aspirado através de uma sonda situada no fundo da aeronave. Esse sensor mede, constantemente, os níveis de dióxido de carbono e de dióxido de enxofre. Com base no rácio entre os dois, podemos calcular o teor de enxofre do combustível", explicou, à euronews, Ward Van Roy, piloto da Guarda Costeira belga.

O avião levantou voo de Oostende e pouco depois avistou um dos muitos navios mercantes que atravessam a região. Cerca de 80% do comércio mundial, em volume, é transportado por mar e distribuído pelos portos de todo o mundo.

"Na primeira metade do ano, nuvens de fumo expelido por 785 navios foram analisadas por este avião de alta tecnologia. Em 48 casos, foram identificados níveis de emissões de enxofre preocupantes. Os infratores poderão enfrentar multas muito pesadas", referiu Damon Embling, correspondente da euronews, a bordo do avião.

Quando está sob o barco, a baixa altitude, o avião suga os gases poluentes para ver se cumprem as regras internacionais. Tudo está em ordem segundo o piloto: "Ficámos a saber que este navio utiliza combustível com um teor de enxofre de 0,1 por cento, ou seja, está a respeitar a legislação".

Limitar os níveis de poluição é fundamental para controlar as alterações climáticas, nomeadamente as causadas pelo aquecimento global. Esta tecnologia está a despertar interesse internacional, segundo o coordenador do projeto.

"Em conjunto com a Dinamarca, somos os únicos na Europa a realizar este tipo de voos farejadores. É algo que está a despertar interesse por todo o mundo, por exemplo o Canadá e China. Mas fomos os primeiros a fazê-lo", explicou Ronny Schallier.

A equipa quer expandir os parâmetros de análise, nomeadamente para poder avaliar as emissões de dióxido de azoto de forma rigorosa, a partir de 2021.