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Elevada afluência às urnas nas eleições gerais do Zimbabué

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Elevada afluência às urnas nas eleições gerais do Zimbabué

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Depois das primeiras eleições sem Robert Mugabe, os zimbabueanos aguardam os resultados de um escrutínio seguido de perto pela Comunidade Internacional, num processo que é visto como o primeiro passo para terminar com o isolamento do país africano.

As urnas fecharam por volta das 19 horas locais. A Comissão Eleitoral do Zimbabué (ZEC) tem cinco dias para divulgar os resultados, embora seja provável que venham a ser conhecidas projeções na quinta-feira.

A ZEC fala numa afluência às urnas na ordem dos 75%, o que, a confirmar-se, seria superior ao escrutínio de 2013. Os eleitores votaram também para os 210 membros do parlamento e cerca de nove mil representantes locais.

Alguns observadores disseram à agência Reuters que, em certas partes do território, a organização do voto foi lenta, ainda que tal não parecesse feito de forma intencional.

Elmar Brok, da missão de observação da União Europeia, disse que vários eleitores, em especial mulheres jovens, abandonaram as filas das mesas de voto, depois de várias horas à espera.

A missão da UE disse que ainda era cedo para emitir um parecer sobre a forma como se desenrolou o processo.

Espera-se que o presidente Emmerson Mnangagwa (ZANU-PF) , de 75 anos, que foi aliado de Mugabe, se mantenha à frente dos destinos do país, ao conseguir mais votos do que o principal rival, Nelson Chamisa, advogado e pastor de 40 anos.

Uma vitória que poderia ser por escassa margem. Caso nenhum candidato consiga mais de 50% dos votos, está prevista uma segunda volta para setembro.

Nelson Chamisa, do Movimento para a Mudança Democrática, disse que venceria as eleições, se não existissem "problemas com os boletins de voto."

Declarações que poderiam traduzir-se na contestação dos resultados, caso Mnangagwa vença as eleições gerais.

Chamisa acusou ainda a ZEC de impedir as pessoas de votar nas áreas urbanas onde o MDC tem mais apoio, mas não forneceu qualquer prova para as acusações.

O principal rival do presidente Mnangagwa mostrou-se popular entre os desempregados, frustrados com quase quatro décadas de Governos da ZANU-PF, partido de Mugabe e do atual presidente.