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Rússia anuncia retaliação às sanções dos EUA

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A Rússia vai aplicar “medidas de resposta” às novas sanções anunciadas por Washington contra Moscovo, relacionadas com o ataque ao antigo espião Sergey Skripal com o agente neurotóxico Novichok no Reino Unido, avisou esta quinta-feira Maria Zakharova, a porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros.

O Kremlin considerou ilegais as novas sanções americanas, considerando-as uma contradição com a atmosfera amigável da última reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin.

"As conversas com uma posição de força e uma linguagem de ultimato são inúteis e não têm futuro. A Rússia vai começar a trabalhar em medidas de retaliação para responder a outro ato hostil de Washington. Neste contexto, é bizarro ver a administração americana confirmar ainda assim a sua disponibilidade para melhorar as relações com a Rússia. É pura hipocrisia", disse.

Muitos analistas veem estas sanções como um ato de Trump para provar que também é duro com a Rússia. Ao timing da decisão também não será alheia a proximidade com as eleições intercalares nos Estados Unidos, agendadas para novembro.

As sanções incidem essencialmente no comércio de turbinas, componentes eletrónicos e armas. O anúncio das sanções americanas teve como primeira consequência a desvalorização do rublo, que atingiu mínimos de dois anos.

A Rússia disse ainda que a ligação do país ao envenenamento de Sergey Skripal é inaceitável. O caso remonta a março deste ano, quando o antigo espião e a filha foram internados depois de terem estado contacto com um agente neurotóxico.

O envenenamento dos Skripal causou uma crise diplomática entre Londres e Moscovo, pois o governo britânico decidiu expulsar vários diplomatas russos, medida seguida pela Rússia, que exigiu a saída de diplomatas britânicos do país. Além disso, vários países ocidentais expressaram solidariedade com o Reino Unido e tomaram medidas semelhantes.