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Emigrantes romenos em Bucareste para manifestações contra o Governo

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Emigrantes romenos em Bucareste para manifestações contra o Governo

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Milhares de romenos emigrados no estrangeiro voltaram a casa para participar nas manifestações contra do Governo, que tiveram lugar na sexta-feira, com o objetivo de forçar a demissão do Executivo e exigir eleições antecipadas. A Euronews falou com alguns dos manifestantes.

As comunidades romenas no estrangeiro, especialmente na Europa, expressaram a sua frustração contra o Partido Social Democrata, que chegou ao poder em 2016.

O Governo propôs, nos últimos meses, uma série de leis que os críticos dizem que poderiam enfraquecer a luta contra a corrupção.

Calcula-se que existam cerca de três milhões de romenos no estrangeiro.

Marius trabalha como polícia nos Estados Unidos. Explicou à Euronews que voltou porque sentiu que "a Roménia, o seu país, precisa de dele e ele preciso da Roménia."

"É fundamental que a Roménia tenha leis adequadas, porque é tudo tão corrupto que temos de mudar. Temos de fazer as coisas da meneira certa."

Dana é emigrante em Espanha. Disse que espera do protesto que chegue uma mudança à Roménia. "Que alguma coisa mude, que nos vejamos livres desta corrupção. Somos um dos países com mais emigrantes e isso não é normal. Não passámos por nenhuma guerra. É por causa da pobreza."

Dorian disse que, se for necessário, "fica uma semana ou duas, até o Governo desaparecer." Trabalha como construtor civil na Bélgica.

Líderes condenados por corrupção

Deixaram o país por causa da corrupção, dos baixos salários e da falta de oportunidades.

O líder do Partido Social Democrata, Liviu Dragnea, foi condenado a três anos e meio de prisão por abuso de poder, mas recorreu da decisão do tribunal.

No entanto, não pode desempenhar o cargo de primeiro-ministro por causa de outra condenação por manipulação de votos, em 2016.

Centenas de milhares de romenos assinaram uma petição para exigir uma lei que proiba pessoas indiciadas por corrupção e crimes relacionados com abuso de poder de ocuparem cargos públicos.

No entanto, a lei não deverá ser aprovada no parlamento, dominado pela maioria do PSD.