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Pussy Riot na Escócia mas ainda sem confirmação para Portugal

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Pussy Riot na Escócia mas ainda sem confirmação para Portugal

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São um dos nomes mais aguardados este ano em Portugal, mas a atuação no Festival de Paredes de Coura está em risco. As Pussy Riot, a famosa banda russa feminista e anti-Putin, estão marcadas para atuar no festival minhoto na próxima sexta-feira, 17 de agosto.

O concerto, porém, pode não acontecer porque as quatro integrantes do grupo estão proibidas de deixar a Rússia depois dos protestos protagonizados recentemente, o último diante do Serviço Penitenciário Federal russo, que comparam aos mal-afamados "gulag" soviéticos.

Antes, o grupo já havia invadido a finald o Mundial de futebol, em Moscovo, o que lhes custou uma passagem pela prisão, a condenação a serviço comunitário e a proibição de deixar o país.

Uma delas, contudo, conseguiu fintar esta semana as autoridades russas.

Maria Alyokhina tinha previsto deslocar-se à Escócia para apresentar o livro "Lê e Revolta-te: um guia Pussy Riot para o ativismo" (tradução literária não oficial do título), que pretende lançar no outono.

Do aeroporto de Mosocovo, "Masha", como é conhecida, publicou um "twitt", revelando ter sido impedida de viajar, mas revoltando-se tal como tem ficado famosa, a integrante das Pussy Riot meteu-se num carro e fez cerca de 1000 quilóemtros, cruzando a fronteira para a Bielorrússia e rumando à Lituânia, já território da União Europeia, de onde voou para a capital escocesa, na companhia do produtor de uma peça baseado no livro.

"Viemos para Edimburgo para apresentarmos a peça 'Riot Days'. É importante para nós contarmos a história porque acreditamos que esta experiência pode ser um exemplo para outras pessoas assumirem também o seu próprio 'pussy riot'", afirmou Maria Alyokhina.

Por "pussy riot", a expressão que dá nome ao quarteto, entenda-se também uma "revolta de mulheres."

Pelas redes sociais, as Pussy Riot revelaram quinta-feira que "Masha" estava já em trânsito para Edimburgo e já este sábado, numa partilha em nome de Maria, foi disponibilizado um extrato do novo livro.

Quanto ao espetáculo "Riot Days", que irá ser apresentado no Festival Fringe de Edimburgo numa residência a estrear este sábado e a prolongar-se até 19 de agosto, o produtor Alexander Cheparukhin promete abanar consciências.

"Penso que vão ver uma energia verdadeira. A interessante história pessoal de 'Masha', um manifesto 'punk' político. O principal objetivo é inspirar as pessoas para agirem e tentarem fazer algo para mudar as coisas", explicou o produtor.

Para já, ainda não há qualquer notícia de cancelamento da atuação das Pussy Riot em Paredes de Coura. As russas têm o concerto marcado para o palco "after hours" do penúltimo dia do festival, partilhando o cartaz desse dia com os britânicos Slowdive ou os americanos ...And You Will Know Us By The Trail Of Dead.