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Governo francês tenta acalmar "coletes amarelos"

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De  Ricardo Borges de Carvalho  com AFP
Governo francês tenta acalmar "coletes amarelos"
Direitos de autor  REUTERS/Stephane Mahe   -  

Foi um corrupio de líderes políticos esta segunda-feira no Hotel Matignon, em Paris.

O primeiro-ministro Edouard Phillipe ouviu a oposição sobre as manifestações dos coletes amarelos, movimento que no último sábado deixou um rasto de destruição na capital francesa.

Tanto à esquerda, como à direita, existe consenso.

O secretário-geral do PS, Olivier Faure, diz que "os impostos que estão previstos para janeiro não podem entrar em vigor. É preciso que haja uma moratória sobre os impostos antes de qualquer debate, é a única forma de tornar credível esta discussão".

O aumento da taxa sobre os combustiveis foi o rastilho que provocou a revolta que está agora no centro do debate e para Laurent Wauquiez, Presidente do Les Républicains, só há uma solução.

"É preciso organizar um referendo para definir definitivamente estas questões, de forma a que o Presidente da República permita finalmente aos franceses de se exprimir e de sair deste impasse".

Mas se alguns falam em referendo, a extrema-direita de Marine Le Pen ou a extrema-esquerda de Jean-Luc Mélenchon reclama eleições no país. No twitter, Mélenchon pediu ao Presidente que deixe de ser teimoso e anule a subida do preço dos combustívieis ou confie no povo e vá a eleições. 

O primeiro-ministro francês deverá receber esta terça-feira representantes dos coletes amarelos antes de anunciar novas medidas.

Medidas que poderão dissuadir as manifestações já previstas para os próximos dias em todo o país.

Na região da Bretanha, os bloqueios rodoviários provocaram a falta de combustível em várias estações de serviço e algumas portagens transformaram-se em passagens gratuitas por ação dos coletes amarelos.

À margem deste movimento, a Assembleia Nacional, em Paris, ficou esta segunda-feira bloqueada por ambulâncias. Os condutores exigem a suspensão das novas regras do transporte médico que permitem aos hospitais e clínicas escolher as ambulâncias por concurso, em vez de serem os pacientes a escolher. Os manifestantes dizem que as pequenas e médias empresas do setor são bastante prejudicadas.