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Ameaça de guerra fria paira no ar

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De  Bruno Sousa
Ameaça de guerra fria paira no ar

Sessenta dias. Foi o prazo dado por Mike Pompeo para a Rússia deixar de violar os termos do Tratado de Forças Nucleares, caso contrário são os próprios Estados Unidos que abandonam o acordo.

A ser cumprida, a ameaça pode dar origem a uma nova corrida as armas e para Vladimir Putin, a corrida até já começou:

"O desenvolvimento de mísseis já foi aprovado no orçamento do Pentágono, só depois anunciaram que iriam abandonar o tratado. A seguir era preciso encontrar alguém que pudessem culpar e a explicação mais simples, a que as pessoas no ocidente estão mais habituadas, é dizer que a culpa é da Rússia. Somos contra a revogação deste tratado mas se isso acontecer iremos reagir."

A ameaça de uma nova guerra fria é real e causa preocupação na União Europeia, apanhada no meio das duas superpotências militares.

Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia, refere que "na Europa não subestimamos as ameaças à segurança que podem envolver o nosso continente. A Europa foi um campo de batalha durante um longo tempo e viveu também no centro da guerra fria. É por isso que damos valor e apreciamos as estruturas de segurança que têm garantido a paz há muitos anos em solo europeu. Não queremos que isto seja colocado em causa, não queremos dar um passo atrás."

O Tratado de Forças Nucleares foi assinado em 1987 por Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev e previa a eliminação dos mísseis balísticos e de cruzeiro, nucleares ou convencionais, cujo alcance estivesse entre 500 e 5 500 km. Agora, pode ter os dias contados.