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Queda de avião na Etiópia faz 157 mortos

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De  João Paulo Godinho
Queda de avião na Etiópia faz 157 mortos
Direitos de autor  REUTERS/Amr Abdallah Dalsh/File Photo   -  

Um avião da companhia Ethiopian Airlines, que fazia a ligação entre Adis Abeba e Nairobi, no Quénia, caiu neste domingo, provocando a morte das 157 pessoas que seguiam a bordo.

A informação foi avançada pela emissora estatal citando fontes anónimas da companhia aérea.

A queda do Boeing 737-800 aconteceu seis minutos após a descolagem, perto da cidade de Bishoftu, a 62 quilómetros da capital etíope.

O gabinete do primeiro-ministro, Abiy Ahmed, expressou já na rede social Twitter as "mais profundas condolências às famílias daqueles que perderam os seus entes queridos" neste voo.

As operações de busca e socorro foram lançadas entretanto, mas as causas deste acidente do modelo Boeing 737 são ainda desconhecidas.

“Funcionários da Ethiopian Airlines vão ser enviados para o local do acidente e farão todos os possíveis para apoiar os serviços de emergência. Acredita-se que estavam 149 passageiros e 8 membros da tripulação a bordo do avião", confirmou a Ethiopian Airlines em comunicado.

Entretanto, a companhia aérea, fundada pelo imperador Haile Selassie em 1945, já disponibilizou um conjunto de números de emergência para prestar informações a familiares e amigos dos passageiros.

Este é já o pior acidente da história da Ethiopian Airlines, que, de acordo com a BBC, goza de uma reputação de segurança no continente africano, mas conta já na sua história com alguns desastres.

O último acidente ocorrera em 2010, quando uma das suas aeronaves se despenhou no Mar Mediterrâneo após levantar voo de Beirute (Líbano), provocando a morte a 90 pessoas.

No entanto, o desastre mais trágico da empresa até hoje tinha acontecido em 1996, igualmente na rota Adis Abeba-Nairobi, com 123 dos 175 passageiros a perderem a vida na sequência da queda num recife de coral no Oceano Índico, após uma tentativa falhada de sequestro aéreo.

(notícia atualizada às 11h00 - hora de Portugal continental)

Outras fontes • AFP