UE não alinha com EUA na questão do ataque aos petroleiros

A União Europeia tenta deitar água na fervura, numa altura de tensão entre os Estados Unidos e o Irão, depois de mais dois petroleiros terem sido atacados na semana passada, desta vez no Golfo de Omã. Os Estados Unidos e o Reino Unido apontam o dedo a Teerão, mas Bruxelas recusa-se a alinhar com Washington e Londres.
"O Irão ainda está a cumprir e nós esperamos que o Irão continue a cumprir os seus compromissos. E eu não entraria de todo num jogo de culpas. Vocês conhecem-me. O nosso interesse é manter o acordo nuclear", disse a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Federica Mogherini.
A Organização Iraniana de Energia Atómica anunciou esta segunda-feira que vai ultrapassar o limite de reservas de urânio enriquecido estabelecido no acordo nuclear. "A partir do dia 27 de junho, vamos ultrapassar o limite de 300 quilos. Vamos também ser capazes de aumentar a taxa de baixo enriquecimento, no nível de 3.67", disse o porta-voz desta organização, Behrouz Kamalvandi.
O acordo nuclear foi assinado em 2015 pelo Irão, China, França, Reino Unido, Rússia, Alemanha e Estados Unidos, mas Washington abandonou o acordo no ano passado.