Em regime parcial ou total, países europeus voltam ao confinamento

Access to the comments Comentários
De  Pedro Sacadura
Em regime parcial ou total, países europeus voltam ao confinamento
Direitos de autor  AFP

O fim de semana representou uma derradeira oportunidade para tomar um café ou beber uma cerveja porque a partir desta segunda-feira a Alemanha junta-se à lista de países europeus que voltaram a recorrer ao confinamento, ainda que parcial, para deter o avanço da pandemia de Covid-19.

Durante quatro semanas as restrições ditam o encerramento de bares e pubs. Restaurantes abertos só para take away.

"Gostamos de estar na rua e de tomar um café, mas também entendemos que um mês é razoável. É a coisa certa a fazer", sublinha Luisa, uma jovem de 22 anos.

Marius acrescenta: "Compreendo as medidas, mas ao mesmo tempo também consigo entender as críticas porque se analisarmos, por exemplo, a indústria dos eventos, dos cinemas, de lazer, em que não foram detetadas infeções, em alguns casos, podemos questionar os motivos para encerrarem. É um pouco aborrecido também para os restaurantes."

A chanceler alemã Angela Merkel justifica a decisão para evitar um estado de emergência nacional agudo.

A Bélgica tornou-se num dos países da União Europeia mais afetados pela pandemia e estabelecimentos comerciais não essenciais ou que requerem contacto de proximidade também voltam a fechar portas.

O número de pessoas que deram entrada nos hospitais na semana passada foi 77% mais elevado do que na semana anterior.

França já começou o segundo confinamento nacional e o mal-estar instalou-se por causa das novas restrições.

O primeiro-ministro obrigou os supermercados a não disponibilizar produtos não essenciais em nome da equidade, na sequência de críticas de comerciantes mais pequenos.

"É uma questão de justiça e percebo isso. Compreendo que pareça chocante que possamos considerar que não poderemos vender um ou outro produto, flores, livros, numa loja local e que o possamos fazer em uma grande superfície", referiu Jean Castex, em entrevista à TF1.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, também anunciou um novo confinamento em Inglaterra que deverá manter-se até 2 de dezembro, pelo menos. A extensão dependerá dos resultados.

Lojas de serviços não essenciais fecham portas. Restaurantes e bares só funcionam com entregas em take away.