Europa no epicentro da pandemia com números recorde de infeções

Falta de vacinação e relaxamento de medidas fazem novas infeções de covid-19 disparar um pouco por toda a Europa.
A Europa está novamente no epicentro da pandemia, com vários países a registar um número recorde de infetados. A organização mundial da Saúde explicou as razões. Hans Kluge, diretor da OMS na Europa, diz que a região europeia tem agora 78 milhões de casos de covid-19, "mais do que na Região no Sudeste Asiático, Mediterrâneo Oriental, Pacífico Ocidental e África - juntos.", o que acontece por "cobertura da vacinação insuficiente" e pelo "relaxamento da saúde pública e medidas sociais.", disse o diretor da OMS.
Nova vaga já afeta em força Itália, Bélgica e Alemanha
A nova vaga não se fica apenas pelos países de leste. A covid-19 está a ganhar força na Bélgica, em Itália e na Alemanha, onde, nas últimas 24 horas morreram 154 infetados e foram registadas 32 mil novas infeções.
Na Croácia promove-se vacinação. Na Áustria apertam-se medidas. Em restaurantes ou cabeleireiros, só pode entrar quem tiver certificado digital da covid-19.
A taxa de infetados e mortos na Bélgica por covid-19 registou, respetivamente, um aumento de 36% e 31% na última semana de outubro, com quase 8.000 infeções e cerca de 20 mortos por dia, informaram hoje as autoridades sanitárias locais.
“Estamos a ver aumentos [do número de infetados] em todas as faixas etárias, mas sobretudo entre os que têm mais de 65 anos. Isso é preocupante porque estas pessoas têm alto risco de sofrer complicações e ser hospitalizadas, já que nem todas receberam ainda a terceira dose” da vacina, explicou o virologista Steven Van Gucht à imprensa local.
No total, desde o início da pandemia, em março de 2020, a Bélgica contabilizou 1.393.358 casos de covid-19 e 26.083 mortes entre uma população de 1vacina1,4 milhões de pessoas.
Entre 28 de outubro e 03 de novembro, foram registadas 164 hospitalizações diárias de pacientes com o coronavírus, estando atualmente 343 pessoas nos cuidados intensivos.
Também a Itália regista um aumento das infeções, com o noroeste – zona onde se têm realizado os maiores protestos anti-vacinas - a registar o maior número novos doentes.