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Austerliz recria história sem público

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De  Jiri Skacel
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A recriação da batalha de Austerliz na Chéquia é já uma tradição - ARQUIVO
A recriação da batalha de Austerliz na Chéquia é já uma tradição - ARQUIVO   -   Direitos de autor  Petr David Josek/AP

O sol rompe vermelho, mas desta vez não tem um cenário sangrento para iluminar. Foi a partir da colina de Zuran que Napoleão comandou a Batalha de Austerliz, a 2 de dezembro de 1805.

A batalha é vista como um prodígio militar e todos os anos é reencenada. Um momento que costuma atrair milhares de pessoas, mas que, pelo segundo ano consecutivo, não tem público, devido à pandemia.

Há mais de dois séculos, o então Imperador Napoleão de França, derrotou o exército austro-russo num combate que ficou também conhecido como a "Batalha dos três imperadores". É ainda hoje considerada uma das maiores vitórias de Napoleão, que armadilhou o inimigo e conseguiu ultrapassar a desvantagem numérica.

A organização costuma convidar participantes de todo o mundo, mas as restrições devido à Covid-19, obrigaram a encontrar alternativas. Jakub Samek, conta que inicialmente convidaram "cerca de mil participantes de 15 países". Entre eles estava Mark Schneider, um ator que se intitula o Napoleão dos Estados Unidos. Iniclmente era possível incluir qualquer pessoa na produção desde que estivesse vacinada, mas as últimas restrições obrigaram ao cancelamento das participações internacionais.

Os organizadores esperam ter finalmente, no próximo ano, a oportunidade de preparar a reconstrução da batalha sem restrições.

A batalha de Austerliz durou mais de nove horas e prolongou-se por mais de 11 quilómetros. Caminho percorrido também nesta reinterpretação da história que terminou junto ao túmulo da paz, em homenagem às mais de 18 mil vítimas do confronto.

Os organizadores esperam que, no próximo ano, tenham finalmente a oportunidade de preparar a reconstrução da batalha sem restrições.