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Moçambique promove vacinação contra covid-19 porta-a-porta

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De  Catarina Santana  com LUSA
Jovem exibe cartão de vacinação pouco depois de tomar a primeira dose da vacina Vaxzevria, Maputo, Moçambique
Jovem exibe cartão de vacinação pouco depois de tomar a primeira dose da vacina Vaxzevria, Maputo, Moçambique   -   Direitos de autor  LUÍSA NHANTUMBO/ 2021 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.   -  

Dia após dia, Helder Amândio percorre quilómetros contra o medo e a desiformação. Tem como trabalho andar pelas ruas da periferia de Maputo a sensibilizar jovens para a vacinação contra a covid-19, uma missão promovida pelo Ministério da Saúde de Moçambique, que quer imunizar todos os adultos dos 30 milhões de habitantes do país, até ao final de 2022.

Mas levar 17 milhões de pessoas a vacinar-se nem sempre é uma tarefa fácil. Que o diga o responsável por um dos postos de vacinação dos subúrbios da capital.

Manuel Malar é chefe do posto do Bairro Ferroviário e conta que "há casas onde três, quatro ainda não se vacinaram" e por isso foi adotado "o sistema porta-a-porta. A equipa não vai para lá, quem vai é o mobilizador, que as traz para aqui", onde as vacinas estão "conservadas no meio ambiente próprio".

Diz o Ministério da Saúde moçambicano que pelo menos 6,8 milhões de pessoas tomaram uma dose da vacina e 4,3 milhões a segunda,

No entanto, o país lida ainda com alguns focos de resistência, sobretudo entre os jovens. São eles o grupo-alvo da campanha de vacinação contra a covid-19.

"A vacina é eficaz, pelo menos diminui a probabilidade de as pessoas estarem internadas, Vamos apanhar covid, sim, mas de uma maneira mais leve. Então as pessoas devem confiar na vacina e virem cá vacinar-se. E não dói!", adverte Manuel Malar

Os apelos estão a ser reforçados. Com a aproximação da quadra festiva, as autoridades querem ter sob controlo os efeitos de uma possível e iminente quarta vaga da pandemia de covid-19 em Moçambique.