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Situação de contingência divide cabo-verdianos

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De  Bruno Sousa
Testes à covid-19 em Cabo Verde
Testes à covid-19 em Cabo Verde   -   Direitos de autor  Screenshot from Lusa video

2021 aproxima-se a passos largos do fim mas em Cabo Verde, a chegada de um novo ano não será celebrada com pompa nem circunstância. As tradicionais festas de rua foram proibidas devido ao aumento no número de casos de covid-19.

O regresso à situação de contingência obriga ainda a apresentar um teste negativo para entrar num restaurante, o que levou ao cancelamento de várias festas privadas.

Ainda assim, os empresários compreendem a situação e César Frederico dá um exemplo. Dono de um bar na zona balnear de Quebra Canela, não hesitou em cancelar o baile previsto para o réveillon e considera que "o contributo para a saúde pública é mais importante que qualquer lucro financeiro".

No entanto, o fim da festa não agradou a todos, até porque com a festa vêm oportunidades de negócio que uma fatia considerável da população não pode dispensar. Para os críticos da medida, a vida tem de continuar.

É o caso de Carlos Alberto Tavares, cidadão local que considera que "temos de aprender a viver com ocoronavírus porque não sabemos quando é que esta situação vai acabar", e que de qualquer modo "é melhor morrer com covid-19 do que com fome".

Esta quarta-feira foi alcançado um novo recorde de casos diários de covid-19 em Cabo Verde, com 602 infeções detetadas, quase duzentas mais que o anterior máximo, registado em maio.

Desde o início da pandemia já se verificaram perto de 40 mil casos no país.