This content is not available in your region

Costa e Rio sublinham diferenças entre PS e PSD

Access to the comments Comentários
De  Euronews  com LUSA
Debate entre António Costa e o líder do PSD, Rui Rio, 17 dias antes das Legislativas antecipadas em Portugal
Debate entre António Costa e o líder do PSD, Rui Rio, 17 dias antes das Legislativas antecipadas em Portugal   -   Direitos de autor  PEDRO PINA/ 2022 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.   -  

Foi o debate mais esperado no caminho para as Legislativas antecipadas em Portugal. O primeiro-ministro António Costa esteve frente-a-frente com o líder do principal partido da oposição, Rui Rio.

Numa longa a troca de galhardetes entre o secretário-geral do Partido Socialista e o presidente do Partido Social Democrata Costa afirmou, quando questionado pelos jornalistas, que “não há nenhum tabu" sobre o que fará no caso de não vencer as eleições ou de ganhar com maioria relativa.

Não ganhar será um decisão dos portugueses que terá de ser aceite e, por isso, renunciará à liderança do PS. Em caso de vitória, com ou sem maioria, procurará uma solução governativa assumindo as suas "responsabilidades", ou seja, irá conversar com os partidos na Assembleia da República, ou num "modelo clássico" como fez o primeiro Governo de António Guterres a situação será tratada "diploma a diploma".

O líder Socialista garantiu que não abandonará os portugueses mesmo que não ganhe com maioria absoluta, ainda que esse seja o cenário que considera ideal.

“A boa solução para garantir, com segurança e certeza, estabilidade nos próximos quatro anos" é “uma maioria do PS”.
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal

Sobre essa matéria Rui Rio considerou, praticamente, impossível uma maioria absoluta do PS e afirmou que Costa não está em condições de retomar a "Geringonça" com PCP, PEV e Bloco de Esquerda. O presidente do PSD foi mais longe afirmando que em caso de vitória com maioria relativa Costa demite-se, o seu sucessor será, provavelmente, Pedro Nuno Santos e entre os ministros do novo governo haverá membros do Bloco de Esquerda.

Afastado o cenário de manutenção da "Geringonça" nas atuais circunstâncias, o secretário-geral do PS observou que o PS e o PAN, por exemplo, poderão somar, dependendo do número de votos e se concertados, mais de metade dos deputados.

Para António Costa o “fundamental” é continuar “focado na recuperação do país”, em “virar a página desta pandemia”, como frisou o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e em “garantir o progresso”, sublinhando que é necessário que “não se repitam os episódios como aconteceram nestes últimos meses”, em referência ao chumbo do Orçamento do Estado pelos parceiros da esquerda.

Modelo económico para Portugal

O presidente do PSD e o secretário-geral do PS divergiram no que diz respeito ao modelo económico para o país. Rio defendeu dar prioridade à redução fiscal para empresas e Costa prometeu menos impostos para famílias já este ano.

Rui Rio foi confrontado com o facto de o seu programa prever uma redução imediata do IRC para as empresas e pretender descer o IRS, os impostos pagos pelas famílias, apenas no final da legislatura.

“Se quisesse ganhar eleições mais rapidamente em vez de olhar para o futuro do país fazia o contrário”.
Rui Rio
Presidente do PSD

Em resposta, António Costa defendeu que nos seis anos do Governo do PS as empresas beneficiaram de várias políticas de incentivos.

O Orçamento do Estado que propõe para 2022 prevê para este ano a redução do IRS para as famílias da classe média, com o desdobramento dos escalões, para as famílias com filhos, e a isenção "desse imposto para mais pessoas". Ou seja, defendeu, se o PS vencer as eleições a redução do IRS “não é algo que acontecerá, eventualmente, em 2025 ou 2026”.

Portugueses escolhem o novo governo a 30 de janeiro

É no último domingo de janeiro que os portugueses são chamados às urnas para escolher o partido que vai liderar o novo governo. A sondagem mais recente, realizada pela Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e jornal Público dá uma vitória aos Socialistas com 39%. Mais do que nas anteriores.

O PS poderá ficar a três deputados da maioria absoluta enquanto os Sociais Democratas votaram a cair e, diz a sondagem, não deverão ir além dos 30%.