EUA e NATO respondem à Rússia e recusam fechar porta da aliança à Ucrânia

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De  Euronews
Militares ucranianos na linha da frente na região de Donetsk
Militares ucranianos na linha da frente na região de Donetsk   -   Direitos de autor  AP Photo/Andriy Andriyenko, Arquivo

O diálogo e a diplomacia mantêm-se prioridades para gerir a tensão no leste da Ucrânia, inflamada pelas movimentações militares da Rússia. Mas a adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte mantém-se possível contra a vontade de Moscovo.

A NATO, e os Estados Unidos em particular, mantêm-se dispostos a estabelecer "pontes" com o Kremlin e para isso fizeram chegar a Vladimir Putin um conjunto de propostas para arrefecer a pressão sobre Kiev, incluindo a gestão das armas na Europa e a transparência na realização de exercícios militares.

"A NATO acredita que a tensão e o desacordo têm de ser resolvidos através do diálogo e da diplomacia. Não pela força nem pela ameaça da força. Por isso, a NATO enviou à Rússia propostas escritas. Fizemo-lo em paralelo com os Estados Unidos", revelou Jens Stoltenberg, o secretário-geral da aliança atlântica, de que faz parte Portugal.

O secretário de Estado Antony Blinken acrescentou que "o documento" enviado para Moscovo "inclui preocupações dos Estados Unidos, dos aliados e dos parceiros acerca das ações da Rússia que ameaçam a segurança".

Do documento faz parte "uma avaliação de princípio e pragmática das preocupações geradas pela Rússia" e as propostas dos Estados Unidos "para áreas onde se possa encontrar pontos comuns", disse ainda Blinken, que insistiu no apoio dos Estados Unidos à Ucrânia, expresso no reforço das defesas ucranianas contra uma eventual agressão russa.

Posta de parte pelos Estados Unidos, adianta France Press, citando uma carta enviada pelo embaixador americano ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, ficou a exigência de Putin de que a NATO feche a porta da adesão à Ucrânia e trave a expansão da aliança atlântica para leste.

Numa altura em que os contingentes militares russos e dos aliados da NATO continuam a aumentar na região, Washington garantiu a Moscovo, na mesma carta do embaixador, que pretende estabelecer "uma via diplomática para evitar uma nova guerra".