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Putin recebe "apoio reforçado" em Pequim

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De  Euronews  com Lusa
Putin recebe "apoio reforçado" em Pequim
Direitos de autor  ALEXEI DRUZHININ/AFP   -  

É um apoio crucial numa altura em que aumenta a pressão do Ocidente contra o governo de Moscovo. No dia da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, os presidentes da Rússia e da China reuniram-se em Pequim e comprometeram-se a enfrentar juntos as "ameaças à segurança".

Os dois países denunciaram, numa declaração conjunta, a influência dos Estados Unidos e o papel das alianças militares ocidentais na Europa e na Ásia como desestabilizadores. No documento, afirmam-se “contrários a qualquer futuro alargamento da NATO” e denunciam a “influência negativa da estratégia (para o) Indo-Pacífico dos EUA sobre a paz e a estabilidade na região”, segundo a agência France-Presse.

À margem do encontro, os chefes das diplomacias de Moscovo e Pequim discutiram as últimas acusações dos Estados Unidos. Washington diz que que a Rússia pode “fabricar” um ataque ucraniano para justificar invasão.

O ministro dos negócios estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, diz que não entende “a natureza ilusória deste tipo de fabricação, evidente para qualquer cientista político mais ou menos experiente”.

Por seu lado, as autoridades ucranianas dizem que não estão surpreendidas. Para Dmytro Kuleba, o chefe da diplomacia ucraniana, acredita que a Rússia vai “esforçar-se ao máximo para tentar fabricar alguma coisa e acusar a Ucrânia”.

A concentração de tropas e os exercícios militares perto da fronteira ucraniana continuam a aumentar. Ao mesmo tempo, são reforçados os contactos e a diplomacia por parte do Ocidente. O presidente francês desloca-se a Moscovo na próxima segunda-feira. Uma semana depois, será a vez do chanceler alemão.